Drama romântico estadunidense dirigido por Pat O’Connor, com estrelas de Keanu Reeves e Charlize Theron. O filme, uma reunião do par que atuou em “Advogado do Diabo”, é uma readaptação frouxa de uma produção homônima de 1968, trazendo diversas diferenças em relação ao enredo original.
A trama se passa em São Francisco e acompanha Nelson Moss, um executivo publicitário workaholic. Sua vida metódica cruza com a de Sara Deever, uma mulher misteriosa e de comportamento peculiar, que ele conhece durante um teste de direção. Após ser demitido e terminar o relacionamento no mesmo dia, Nelson aceita o convite incomum de Sara: passar o mês de novembro com ela, com a promessa de que ela transformará sua vida para melhor.
O relacionamento evolui rapidamente e os dois passam por momentos felizes, durante os quais Nelson reavalia sua existência e até mesmo faz amizade com um garoto de dez anos. Profundamente apaixonado, ele acaba por pedir Sara em casamento. É nesse momento que a trama revela seu grande conflito: Sara sofre de um linfoma não-Hodgkin terminal.
A personagem de Charlize Theron não suporta a ideia de fazer Nelson testemunhar sua morte agonizante e, por isso, pede que ele vá embora. Em uma conversa com seu amigo Chaz, descobre-se que esta é uma prática recorrente de Sara, que já teve outros “novembros” com diferentes homens, mas que pela primeira vez desejou aceitar uma proposta de casamento.
Decidida a poupar o sofrimento do parceiro, Sara insiste para que Nelson a deixe. Ele obedece inicialmente, mas retorna surpresamente no feriado de Ação de Graças, enchendo o apartamento com calendários de novembro num gesto simbólico de que aquele mês pode durar para sempre. Eles passam uma última noite juntos, mas na manhã seguinte, Sara está decidida e fria, tendo removido todos os calendários.
A conclusão do drama se dá em uma ponte, onde Sara explica a Nelson que precisa ser lembrada da maneira feliz que foram juntos e não em um leito de doença. Ela revela que voltará para sua família, de quem se afastou, para enfrentar seus últimos dias. Num último gesto de amor e despedida, ela venda os olhos de Nelson, guia-o até um parque que é significativo para ambos, dá-lhe um último beijo e desaparece, deixando-o sozinho e emocionalmente devastado.
Lançado em fevereiro de 2001, o filme foi um fracasso de crítica e um desapontamento comercial. A recepção foi extremamente negativa, com críticos taxando a obra de “melodramática e manipulativa”, criticando fortemente a química inexistente entre os protagonistas e a previsibilidade do enredo. A produção arrecadou US$ 65,8 milhões mundialmente, contra um orçamento de US$ 40 milhões, e foi indicado a três Prêmios Framboesa de Ouro, incluindo Pior Ator e Pior Atriz.