Filme de drama romântico norte-americano de 2004, dirigido por Michel Gondry e escrito por Charlie Kaufman, com roteiro baseado em uma história dos dois em colaboração com Pierre Bismuth. O filme, cujo título é uma citação de um poema de Alexander Pope, estrela Jim Carrey e Kate Winslet no papel de um casal que, após um término conturbado, submete-se a um procedimento médico experimental para apagar suas memórias um do outro.
A trama inicia quando Joel Barish descobre que sua ex-namorada, a impetuosa Clementine Kruczynski, contratou os serviços da empresa Lacuna para remover cirurgicamente todas as recordações de seu relacionamento. Tomado pela dor e pela mágoa, Joel decide submeter-se ao mesmo procedimento. Em preparação, ele grava uma fita descrevendo detalhes de seu relacionamento volátil, que servirá de guia para os técnicos localizarem e eliminarem as memórias específicas.
Enquanto Joel dorme em seu apartamento, a equipe da Lacuna inicia o processo de apagamento. No entanto, à medida que suas memórias são revividas em ordem cronológica inversa – desde as brigas mais recentes até os momentos mais felizes do início –, Joel começa a perceber que não deseja realmente esquecer Clementine. Em sua mente, uma projeção da própria Clementine o aconselha a escondê-la em memórias que não a envolvem diretamente, numa tentativa desesperada de preservá-la.
Paralelamente, o filme acompanha os desencontros e conflitos dos funcionários da Lacuna. O técnico Stan e a secretária Mary descuidam do procedimento para se intoxicarem e terem relações, enquanto outro empregado, Patrick, utiliza as memórias de Joel roubadas do arquivo para tentar seduzir Clementine. A narrativa não linear entrelaça essas histórias, revelando progressivamente as consequências éticas e emocionais da manipulação da memória.
O ponto de virada ocorre quando Mary, ao tentar se aproximar de seu chefe Howard, descobre que eles próprios tiveram um caso no passado e que ela teve suas memórias desse romance apagadas. Revoltada com a descoberta, Mary decide enviar os registros de todos os pacientes da Lacuna de volta para eles, incluindo as fitas de Joel e Clementine, desencadeando uma crise para a empresa e para os envolvidos.
Após o procedimento, Joel e Clementine acordam sem nenhuma lembrança um do outro. Por um acaso do destino, encontram-se em um trem e sentem uma inexplicável atração, iniciando um novo relacionamento. Quando recebem pelo correio as fitas com suas próprias vozes descrevendo os motivos do ódio e da decepção que sentiram, eles ficam chocados e confrontados com a amarga verdade sobre seu passado comum.
No desfecho, diante da revelação de que já se amaram e sofreram profundamente, Joel e Clementine são confrontados com uma escolha existencial: recomeçar sabendo dos riscos ou se separar novamente para evitar a dor. O filme termina de forma ambígua, mas sugere que, apesar do conhecimento das cicatrizes passadas, eles optam por tentar novamente, aceitando que a memória – mesmo a dolorosa – é parte indissociável do amor e da identidade. O longa foi aclamado pela crítica, venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original e consolidou-se como um filme cult do século XXI.
FONTE: en.wikipedia.org/wiki/Eternal_Sunshine_of_the_Spotless_Mind
