Filme de 2019, dos gêneros ficção científica e suspense psicológico, dirigido por Lorcan Finnegan e escrito por Finnegan e Garret Shanley. A obra é uma coprodução internacional entre Irlanda, Dinamarca e Bélgica, e tem como protagonistas Imogen Poots e Jesse Eisenberg. A trama acompanha um casal que, ao visitar um conjunto habitacional chamado Yonder, fica preso em um bairro estranho e labiríntico, onde são forçados a cuidar de uma misteriosa criatura humanóide.
A história começa com Gemma, professora primária, e Tom, jardineiro, visitando o empreendimento Yonder, onde todas as casas são idênticas. Eles são recebidos por um corretor de imóveis chamado Martin, que se comporta de forma inquietante e desaparece após a visita. Quando tentam sair, o casal percebe que todas as ruas os levam de volta à casa número 9, e o carro fica sem combustível. Eles tentam fugir a pé, mas sempre retornam ao mesmo ponto.
Durante a noite, eles encontram uma caixa com comida sem sabor e, ao incendiar a casa na esperança de escapar, o fogo não deixa nenhum dano pela manhã. Uma nova caixa aparece, contendo um bebê e uma mensagem instruindo-os a criar a criança para serem libertados. O bebê cresce rapidamente – em 98 dias já parece ter dez anos – e começa a imitar o casal, além de emitir gritos quando está com fome.
Gemma rejeita ser chamada de “mãe”, e Tom se refere à criança como “isso”. Com o tempo, Tom começa a cavar um buraco no jardim e se torna cada vez mais retraído. A criança assiste a padrões fractais abstratos na TV e, mais tarde, desaparece e retorna com um livro cheio de símbolos e desenhos de figuras humanóides com sacos na garganta – uma característica que o menino demonstra ao imitar quem lhe deu o livro.
O menino amadurece até parecer um jovem adulto, enquanto Tom adoece. O rapaz tranca o casal para fora de casa e se recusa a dar remédio para Tom, que acaba morrendo. O jovem então coloca Tom em um saco a vácuo e o joga no buraco. Gemma, desesperada, fere o rapaz com uma picareta e o segue até um labirinto embaixo da calçada, onde encontra várias outras casas com mais meninos e estranhos – um deles morto.
Gemma, fraca e gemendo, é encontrada pelo rapaz, que a coloca em um saco a vácuo e explica que as mães morrem após criarem seus filhos. Ela morre enquanto ele a lacra. O jovem a enterra ao lado de Tom e a grama se refaz sobre o local. Ele então dirige até a imobiliária, onde encontra Martin, agora idoso e moribundo. Martin lhe dá seu crachá e morre, e o rapaz o coloca em um saco a vácuo e o descarta em uma lixeira disfarçada.
Quando um novo casal entra na imobiliária, o jovem os cumprimenta exatamente como Martin havia feito no início do filme, indicando que o ciclo se repete. O filme recebeu críticas majoritariamente positivas, com elogios à atuação, à atmosfera e às ideias intrigantes, embora alguns tenham achado a narrativa confusa ou repetitiva. A obra foi comparada a uma parábola sobre a monotonia da vida suburbana, a pressão social para ter filhos e o isolamento emocional.
