Filme norte-americano de 1998, dos gêneros comédia e drama, dirigido por Peter Weir e escrito por Andrew Niccol. A narrativa acompanha a vida de Truman Burbank, interpretado por Jim Carrey, um homem que desconhece completamente que sua existência inteira é, na verdade, um programa de televisão transmitido 24 horas por dia para o mundo todo. Toda a sua realidade é uma elaborada encenação filmada em um enorme estúdio.
Truman vive em Seahaven Island, uma cidade cenográfica controlada por Christof, o criador e produtor do programa. Todos ao seu redor – incluindo família, amigos e conhecidos – são atores contratados, cujo trabalho é manter a ilusão e impedi-lo de descobrir a verdade. Para conter sua curiosidade e vontade de explorar o mundo, Christof arquiteta traumas, como o falso afogamento do pai de Truman, para incutir nele o medo do mar.
Apesar do roteiro planejado, que previa seu casamento com a atriz Meryl, Truman nutre sentimentos por uma figurante chamada Sylvia. Ela, compadecida, tenta alertá-lo sobre a farsa, mas é rapidamente removida do set. Esse evento planta em Truman um desejo persistente de ir para Fiji, onde acredita que Sylvia está, e uma insatisfação crescente com sua vida controlada.
Com a aproximação do trigésimo aniversário do programa, Truman começa a notar falhas na produção: um holofote cai do “céu”, a chuva cai apenas sobre ele e ele ouve uma transmissão de rádio que descreve seus movimentos. Essas anomalias alimentam suas suspeitas de que sua realidade é fabricada e o levam a questionar tudo e todos ao seu redor, inclusive seu melhor amigo, Marlon.
Determinado a descobrir a verdade, Truman tenta fugir da ilha, mas encontra obstáculos cada vez mais absurdos, orquestrados para detê-lo. Após um confronto em que Meryl quebra seu personagem, Truman foge para o porão de sua casa e, em uma noite, escapa por um túnel improvisado. Sua fuga força Christof a interromper a transmissão ao vivo pela primeira vez na história do programa.
Christof descobre que Truman superou seu medo da água e está navegando em um barco. Em um ato desesperado, o produtor cria uma tempestade violenta para fazer o barco virar, quase afogando o protagonista. Truman resiste e segue até que sua embarcação colide com a parede do estúdio, revelando o cenário artificial. Ele encontra uma saída.
No clímax, Christof fala diretamente com Truman, revelando toda a verdade e tentando persuadi-lo a permanecer, argumentando que o mundo exterior não é mais autêntico. Truman, porém, após uma despedida icônica para suas “câmeras”, decide cruzar a porta e sair para o mundo real. O filme termina com os telespectadores celebrando sua liberdade, Sylvia indo ao seu encontro e Christof, derrotado, assistindo ao fim de sua criação.
