Computador pessoal de 8 bits e um famiclone, comercializado pela Dynacom no Brasil na década de 1990. Trata-se de uma versão brasileira do ASDER PC-95, desenvolvido pela NTDEC e ASDER. Lançado em um momento em que os consoles de 8 bits já estavam em declínio, o Magic Computer PC-95 foi uma tentativa da Dynacom de se manter no mercado, que estava sendo dominado por consoles mais avançados, como o Mega Drive e o Super Nintendo.
O nome ASDER aparece ao ligar o computador, indicando que o Magic Computer é, na verdade, um ASDER PC-95 rebatizado. A Dynacom afirmou que ASDER significa “Aplicativos Simplificados Dirigidos à Educação e ao Raciocínio”, mas não há informações claras sobre se a empresa obteve autorização da NTDEC/ASDER para comercializar o produto no Brasil.
O Magic Computer PC-95 tinha como proposta trazer a informática para um público amplo, com uma interface semelhante ao Windows 3.11, popular na época. Ele era compatível com impressoras matriciais e possuía funções básicas de computação, como processamento de vídeo com resolução de 256×240 pixels, 64 cores e 64 sprites por tela. O sistema era baseado em um chip ASIC 6578, com 4 KB de RAM e 4 MBits de memória ROM.
O computador vinha com várias interfaces, incluindo saída paralela para impressoras (DB-25), saída RF, saída RCA e uma fonte de alimentação externa de 9V. Além disso, acompanhava um cartucho de memória RAM estática de 256 Kbits, alimentado por uma bateria de 3V, que permitia salvar textos e programações em Basic. O pacote também incluía um adaptador para cartuchos de NES de 72 pinos, compatível com o console de 60 pinos, e um joystick compatível com jogos Nintendo 8 bits.
Em termos de software, o Magic Computer PC-95 oferecia 16 programas pré-instalados, incluindo um editor de texto básico, uma calculadora, um calendário e ferramentas para criação de música, como o Compositor Musical e o Sala de Som. Embora o Sala de Som tivesse apenas músicas pré-programadas, o Compositor Musical permitia que o usuário criasse e gravasse suas próprias músicas em 8 bits. Além disso, o computador vinha com três jogos: Magic Carpet, Balloon Monster e Porter, e às vezes incluía um cartucho com 40 jogos adicionais.
A opção de programação em Basic era um dos destaques do Magic Computer PC-95, oferecendo duas variantes: o G-Basic (Graphic Basic), voltado para animações com sprites e movimentos, e o F-Basic (Formula Basic), com funções matemáticas e tratamento de strings. Essas ferramentas permitiam que os usuários criassem programas simples e explorassem conceitos básicos de programação.
Em resumo, o Magic Computer PC-95 foi uma tentativa da Dynacom de manter-se relevante em um mercado em transição, oferecendo um computador com funcionalidades básicas e uma interface amigável. Embora não tenha sido um sucesso comercial significativo, ele representou uma curiosidade tecnológica da época, combinando elementos de computação e jogos em um único dispositivo.
FONTE: publicadosbrasil.blogspot.com/2018/09/magic-computer-pc95-anos-90.html