“Todo Mundo Odeia o Chris” é uma série de televisão americana semi-autobiográfica criada por Chris Rock e Ali LeRoi, que foi ao ar originalmente na UPN de 2005 a 2006 e depois na CW até 2009. A série é baseada nas experiências de Chris Rock durante sua adolescência no bairro de Bedford-Stuyvesant, no Brooklyn, Nova York, na década de 1980. O título da série é uma paródia ao seriado “Everybody Loves Raymond” (“Todo Mundo Ama Raymond”), e a narrativa é conduzida pelo próprio Chris Rock, que faz comentários e reflexões sobre os eventos da trama.
A história acompanha Chris, interpretado por Tyler James Williams, um adolescente negro, magro e nerdy, que enfrenta os desafios de crescer em um bairro pobre e violento, enquanto frequenta uma escola predominantemente branca em um bairro de classe média. A decisão de sua mãe, Rochelle, de matriculá-lo em uma escola distante é motivada pela busca por uma educação de melhor qualidade, mas isso coloca Chris em situações de isolamento social e bullying, especialmente por parte de um valentão chamado Caruso.
A família de Chris é composta por Julius, seu pai trabalhador e econômico, interpretado por Terry Crews, e Rochelle, sua mãe rigorosa e protetora, vivida por Tichina Arnold. Chris também tem dois irmãos: Drew, seu irmão mais novo, popular e atlético, e Tonya, sua irmã caçula, mimada e muitas vezes implicante com ele. A dinâmica familiar é um dos pilares da série, mostrando os esforços dos pais para criar os filhos em um ambiente difícil, enquanto lidam com as próprias limitações financeiras e emocionais.
Na escola, Chris enfrenta preconceito racial e dificuldades de adaptação, especialmente com a professora Ms. Morello, que, apesar de bem-intencionada, age de forma condescendente com base em estereótipos raciais. Seu único aliado na escola é Greg, um colega branco e também nerdy, interpretado por Vincent Martella. Enquanto isso, no bairro, Chris interage com uma variedade de personagens excêntricos, como o velho sem-teto conhecido como “Kill Moves”, o avarento dono de uma loja chamado Doc, e Monk, o sobrinho paranoico de Doc, que é veterano de guerra.
A série mistura comédia e sátira para retratar a vida de uma família negra de classe trabalhadora nos anos 1980, abordando temas como pobreza, racismo, educação e as complexidades das relações familiares. Apesar das dificuldades, a série mostra a resiliência e o humor da família Rock, destacando a importância dos laços familiares e da perseverança diante das adversidades.
“Todo Mundo Odeia o Chris” foi aclamada pela crítica e pelo público por seu roteiro inteligente, direção, humor e performances do elenco. A série também é marcada por sua nostalgia dos anos 1980, com referências culturais e musicais da época. Chris Rock, além de criador, atua como narrador, oferecendo uma perspectiva cômica e reflexiva sobre os eventos da trama.
A série foi encerrada em 2009, com Chris Rock afirmando que o final da história estava alinhado com sua própria vida e que era o momento certo para concluir a narrativa. Apesar do fim, “Todo Mundo Odeia o Chris” continua sendo uma série influente e querida, destacando-se como uma das melhores comédias sobre a experiência negra nos Estados Unidos, com um legado que ressoa até os dias atuais.