O programa “Ciência Sem Fim” celebra o centésimo episódio e discute as primeiras imagens do telescópio James Webb. O apresentador Sérgio Sacani e a Ned Oliveira, conversam sobre as expectativas e surpresas em relação às imagens, destacando a alta resolução e a capacidade do telescópio de capturar detalhes de galáxias distantes e nebulosas. Eles também abordam a tecnologia por trás do James Webb, como o uso de filtros para criar imagens coloridas e a importância do infravermelho para observar objetos através da poeira cósmica.
Os apresentadores respondem a perguntas dos espectadores, como a possibilidade de reparos no telescópio, já que ele está localizado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, tornando impossível qualquer manutenção humana. Eles também explicam como o foco do telescópio funciona, destacando que ele não possui um sistema de zoom como telescópios ópticos comuns, mas sim instrumentos que ajustam a luz captada.
Este episódio aborda a questão das lentes gravitacionais, que distorcem e ampliam a luz de galáxias distantes, permitindo que o James Webb observe objetos que estariam fora de seu alcance normal. Eles também discutem a capacidade do telescópio de estudar galáxias extremamente distantes, algumas com mais de 13 bilhões de anos-luz, o que pode ajudar a entender a formação das primeiras galáxias e buracos negros no universo primitivo.
Os apresentadores falam sobre a importância do James Webb para a busca de vida extraterrestre, destacando que o telescópio pode detectar bioassinaturas na atmosfera de exoplanetas, como a presença de gases que só podem ser produzidos por processos biológicos. Eles também comentam sobre a expectativa de encontrar vida em outros planetas e como isso poderia revolucionar a humanidade.
Este episódio também aborda a questão limitações do James Webb, como a impossibilidade de observar a Terra devido à sensibilidade do telescópio, que seria saturada pelo calor do planeta. Eles também discutem a diferença entre o James Webb e o Hubble, destacando que o Hubble ainda é útil para observações no espectro visível e ultravioleta, enquanto o James Webb se concentra no infravermelho.
Os apresentadores respondem a perguntas sobre a matéria escura e como o James Webb pode ajudar a mapear sua distribuição no universo. Eles também explicam como as distâncias das galáxias são calculadas usando o efeito Doppler e o desvio para o vermelho, destacando a complexidade dessas medições.
Por fim, o programa encerra com agradecimentos aos espectadores e parceiros, celebrando os 100 episódios do “Ciência Sem Fim”. Sérgio Sacani anuncia uma pausa nas gravações para férias, com retorno previsto para agosto, e convida o público a continuar acompanhando o conteúdo do canal. O episódio termina com uma reflexão sobre a importância da divulgação científica e o impacto do James Webb no futuro da astronomia.