Jogo de survival horror lançado em 1999 pela Capcom para o PlayStation. Situado quase simultaneamente aos eventos de Resident Evil 2, o jogo segue a ex-agente especial Jill Valentine em sua fuga de Raccoon City, que foi tomada por zumbis devido ao surto do T-virus, uma arma biológica desenvolvida pela corporação Umbrella. O jogo utiliza gráficos 3D sobre fundos pré-renderizados e ângulos de câmera fixos, com escolhas do jogador influenciando o desenrolar da história e o final alcançado. Um dos destaques é o Nemesis, uma criatura poderosa que persegue Jill ao longo do jogo, inspirada no T-1000 de O Exterminador do Futuro 2.
O gameplay de Resident Evil 3 mantém a perspectiva em terceira pessoa e introduz mecânicas de ação, como esquiva e giro de 180 graus, além de um sistema de criação de munição. O jogador deve explorar a cidade, resolver quebra-cabeças e enfrentar inimigos, gerenciando um inventário limitado. O Nemesis aparece como um chefe recorrente, forçando o jogador a escolher entre enfrentá-lo ou fugir. Após completar o jogo, o modo The Mercenaries – Operation: Mad Jackal é desbloqueado, onde o jogador controla mercenários em uma corrida contra o tempo.
A história começa 24 horas antes dos eventos de Resident Evil 2, com Jill tentando escapar de Raccoon City. Ela encontra Brad Vickers, que é morto pelo Nemesis, uma arma biológica programada para caçar membros da S.T.A.R.S. Jill se une a Carlos Oliveira e outros sobreviventes, mas o grupo é reduzido após encontros com o Nemesis. Jill é infectada pelo T-virus, mas Carlos a salva com uma vacina. Eles descobrem que o governo planeja destruir a cidade com um míssil nuclear, e Jill enfrenta o Nemesis uma última vez antes de escapar com Carlos ou Barry Burton, dependendo das escolhas do jogador.
O desenvolvimento de Resident Evil 3 foi conduzido por uma equipe inexperiente liderada por Kazuhiro Aoyama, enquanto a equipe principal trabalhava em Resident Evil 4. Originalmente concebido como um spin-off, o jogo foi promovido como a terceira entrada principal da série para evitar uma longa espera pelos fãs. A história foi escrita por Yasuhisa Kawamura, que buscou manter a continuidade com os jogos anteriores. O jogo foi desenvolvido com o mesmo motor gráfico dos predecessores, mas com ambientes mais variados, focados nas ruas da cidade, e inimigos mais inteligentes.
O jogo foi um sucesso comercial e de crítica, vendendo mais de três milhões de cópias. Críticos elogiaram os gráficos detalhados, a atmosfera tensa e a presença do Nemesis, mas alguns criticaram a curta duração e a história simplista. Resident Evil 3 foi portado para Windows, Dreamcast e GameCube, com recepção mista devido a problemas de otimização e gráficos desatualizados. Em 2020, um remake foi lançado, com gráficos modernos e uma perspectiva em terceira pessoa, mas com algumas mudanças na história e remoção de elementos do original.
O marketing do jogo incluiu campanhas publicitárias massivas, como anúncios na TV e demos incluídos em cópias de Dino Crisis. O jogo foi lançado em setembro de 1999 no Japão e em novembro nos EUA, tornando-se um dos títulos mais vendidos do PlayStation na época. A trilha sonora, composta por Masami Ueda, Saori Maeda e Shusaku Uchiyama, foi lançada como um álbum duplo, e uma novelização escrita por S. D. Perry foi publicada em 2000.
O legado de Resident Evil 3 inclui sua influência na evolução da série, com o Nemesis se tornando um dos vilões mais icônicos. O jogo foi relançado digitalmente para PlayStation 3 e PSP em 2008 e 2009, e em 2024, foi disponibilizado no GOG.com com gráficos aprimorados. O remake de 2020, apesar de receber críticas positivas, foi alvo de discussões por remover elementos como finais múltiplos e o modo The Mercenaries. Ainda assim, Resident Evil 3: Nemesis permanece como um marco importante na história dos jogos de terror.