O Windows 95, lançado em 24 de agosto de 1995, foi um sistema operacional revolucionário desenvolvido pela Microsoft, marcando o início da família Windows 9x. Ele unificou o MS-DOS e o Windows em um único produto, introduzindo melhorias significativas na interface gráfica (GUI) e recursos simplificados de “plug-and-play”. Além disso, trouxe mudanças importantes na arquitetura do sistema, como a transição de uma multitarefa cooperativa de 16 bits para uma multitarefa preemptiva de 32 bits, o que permitiu maior estabilidade e desempenho.
O sistema operacional introduziu elementos que se tornaram padrão em versões futuras do Windows, como a barra de tarefas, a área de notificação e o botão “Iniciar”, que abria o menu Iniciar. O lançamento foi acompanhado por uma extensa campanha de marketing, gerando grande expectativa e se tornando um dos produtos mais importantes da indústria de computação pessoal. O suporte principal ao Windows 95 foi encerrado em 31 de dezembro de 2000, com suporte estendido até o final de 2001.
O desenvolvimento do Windows 95 começou em março de 1992, com o objetivo de criar um sistema operacional de 32 bits para consumidores, enquanto a Microsoft também trabalhava no Windows NT, voltado para o mercado corporativo. O projeto, codinome “Chicago”, foi inicialmente pensado como uma evolução do Windows 3.1, mas acabou se tornando um sistema integrado, abandonando a ideia de um MS-DOS separado. O Windows 95 foi projetado para ser compatível com programas e drivers de 16 bits, mas oferecendo maior estabilidade e desempenho.
A arquitetura do Windows 95 foi uma evolução do modo 386 aprimorado do Windows for Workgroups, com componentes como o Configuration Manager (CONFIGMG) para funcionalidades de plug-and-play e o Installable File System Manager para gerenciar sistemas de arquivos. O sistema também introduziu melhorias na proteção de memória para programas de 32 bits, embora ainda mantivesse algumas limitações de compatibilidade com programas de 16 bits. A dependência do MS-DOS foi reduzida, mas ainda estava presente para garantir compatibilidade com drivers e programas antigos.
A interface do usuário do Windows 95 foi completamente redesenhada, com a introdução de atalhos na área de trabalho, a barra de tarefas e o menu Iniciar. O Windows Explorer substituiu o antigo File Manager, e novos recursos como o AutoRun para CDs foram adicionados. A interface foi projetada para ser mais intuitiva e amigável, com elementos que permaneceram em versões futuras do Windows. A música de inicialização, composta por Brian Eno, também se tornou icônica.
Entre as melhorias técnicas, o Windows 95 trouxe suporte a nomes de arquivos longos (até 255 caracteres), multitarefa preemptiva para aplicativos de 32 bits e recursos de plug-and-play para facilitar a instalação de hardware. O sistema também introduziu o Gerenciador de Dispositivos para ajudar os usuários a configurar drivers e recursos de acessibilidade, como teclas adesivas e teclas de filtro. Além disso, as versões de serviço OEM (OSR) adicionaram suporte para novas tecnologias, como USB, FAT32 e DirectX.
O Windows 95 foi um sucesso de vendas, com um milhão de cópias vendidas em quatro dias. Ele dominou o mercado de sistemas operacionais até o final de 1998, com 57,4% de participação. O sistema foi sucedido pelo Windows 98, mas continuou a ser usado por muitos usuários até o lançamento do Windows 2000. O legado do Windows 95 é inegável, pois estabeleceu as bases para os sistemas operacionais modernos e introduziu conceitos que permanecem relevantes até hoje.